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Contracultura

O cenário dos anos 70 apresentava aos brasileiros um pano de fundo radicalmente contraditório: na década anterior um vendaval revolucionário tinha varrido o planeta mas o Brasil vivia sob a ditadura militar.

Para quem produzia arte e cultura, a alternativa foi a resistência contracultural, uma forma de tentar equilibrar-se nessa corda bamba. Bernardo Magalhães tinha 16 anos quando Michelangelo Antonioni inspirou toda uma geração de fotógrafos com o filme Blow-Up.

A rebeldia do Rock e a onda da contracultura, no final dos 60 e começo dos 70, desafiaram o coro dos contentes, o movimento hippie hasteou a bandeira paz&amor temperada no caldeirão libertário. Foi nesse cenário que Bernardo Magalhães cismou de sair por aí fotografando a vida que se dispunha à sua frente. “Sair por aí com uma câmera na mão” era comando imperativo.